Blog Papo Saudável

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com Dr. Sidney Glina

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Blog Papo Saudável com Dr. Sidney Glina

Longevidade sexual

Há alguns anos, no ambulatório de um dos hospitais públicos de São Paulo, eu acabara de explicar para o Sr. Teodósio, um paciente de 79 anos, como seria a operação de próstata a que ele iria ser submetido nas semanas seguintes. Levantei-me para despedir-me e o Sr. Teodósio permaneceu sentado, visivelmente desconfortável. Perguntei se ele ainda tinha alguma dúvida ou estava preocupado com alguma coisa e ouvi:


- “ Sr. doutor, me desculpe, o sr. é muito mais moço que eu e não queria que o sr. pensasse algo ruim de mim, mas depois desta operação eu vou poder continuar brincando com a minha velha?”

O Sr. Teodósio, depois de muito desconforto, explicou-me que ele e sua esposa, de 75 anos, tinham relações sexuais duas ou três vezes por mês e ele estava preocupado que a operação o deixaria impotente. O paciente seria, e foi sem nenhuma complicação, submetido a uma ressecção endoscópica da próstata para melhorar sua função miccional. Esta é uma operação realizada pela uretra e retira parte da próstata, que está aumentada. Na grande maioria das vezes esta operação não traz nenhuma alteração para a ereção, embora os pacientes percam grande parte da ejaculação. A sensação do orgasmo permanece a mesma, mas o esperma praticamente não é ejaculado.

A história do Sr. Teodósio ilustra duas situações bastante comuns e importantes; a função sexual existe na terceira idade e ela é vista com muito preconceito pela sociedade, inclusive pelas pessoas mais velhas. Um casal septuagenário ter relações sexuais poderia ser visto como uma coisa feia ou suja pelo próprio médico, como temia o Sr. Teodósio.











Vários estudos epidemiológicos mostraram que cerca de 2/3 dos homens saudáveis e com parceiras mantinham atividade sexual regularmente após os 65 anos. O importante é manter-se saudável e ter uma parceria. Portanto a idade não é por si só um fator que impeça um casal de ter desejo e um desempenho sexual satisfatório, mas são as doenças, que afetam mais frequentemente as pessoas acima dos 50 anos, e os medicamentos utilizados, que podem interferir negativamente na função sexual. Por outro lado, a falta da parceira ou do parceiro dificulta sobremaneira o exercício da atividade sexual. Afinal, estamos na era dos vínculos rápidos e quase descartáveis, os novos relacionamentos podem ser “perigosos” e o preservativo pode “atrapalhar” na hora H. Estes mitos acabam por isolar ainda mais os que perderam os cônjuges.

Os mais novos já podem ir preparando-se para manter sua vida sexual mais longa e prazerosa, basta cuidar da saúde (não fumar, ter uma dieta saudável, fazer exercícios, etc) e tratar de ter um(a) parceiro(a) ativos sexualmente e que se mantenha saudável.

Por outro lado, é interessante ver como a nossa sociedade porta-se em relação à sexualidade dos mais velhos. Nas novelas, filmes raramente se veem um casal de sexagenários namorando. Quando o fazem dão no máximo um “selinho”. Situação bastante condizente com nossos pais e avós. Se um homem mais velho namora uma mulher mais nova ele é um “sem-vergonha”, o oposto então, é impublicável. É difícil imaginar nossos avôs e avós tendo uma relação sexual. Mas queiramos ou não, se eles forem saudáveis, muito provavelmente eles têm.

Há cerca de dez anos assisti uma palestra de um psiquiatra americano e ele contou que um asilo para idosos na região norte dos Estados Unidos mantinha os pacientes separados, em dois prédios, de acordo com o gênero. Um dia o prédio dos homens pegou fogo e rearranjaram os homens no outro prédio. Passados alguns dias homens e mulheres começaram a se encontrar e surgiram “casais”. Enquanto prosseguia a reforma do pavilhão masculino os médicos perceberam que as internações hospitalares diminuíram 40%. Maravilhados chamaram os familiares e comunicaram o acontecido. E....... os filhos e familiares acharam aquilo tudo “uma pouca vergonha”, “onde já se viu minha avó namorando!”. A reação foi tão negativa que os médicos não tiveram alternativa e separaram os pacientes novamente. Passados três meses o índice de internações voltou ao patamar antigo.

Esta outra história mostra que a sexualidade não desaparece com a idade, ela pode transformar-se e adotar novos padrões. Sexo é saúde e faz parte do nosso instinto, nós só precisamos compreender melhor isto.

Há alguns anos, no ambulatório de um dos hospitais públicos de São Paulo, eu acabara de explicar para o Sr. Teodósio, um paciente de 79 anos, como seria a operação de próstata a que ele iria ser submetido nas semanas seguintes. Levantei-me para despedir-me e o Sr. Teodósio permaneceu sentado, visivelmente desconfortável. Perguntei se ele ainda tinha alguma dúvida ou estava preocupado com alguma coisa e ouvi:


- “ Sr. doutor, me desculpe, o sr. é muito mais moço que eu e não queria que o sr. pensasse algo ruim de mim, mas depois desta operação eu vou poder continuar brincando com a minha velha?”

O Sr. Teodósio, depois de muito desconforto, explicou-me que ele e sua esposa, de 75 anos, tinham relações sexuais duas ou três vezes por mês e ele estava preocupado que a operação o deixaria impotente. O paciente seria, e foi sem nenhuma complicação, submetido a uma ressecção endoscópica da próstata para melhorar sua função miccional. Esta é uma operação realizada pela uretra e retira parte da próstata, que está aumentada. Na grande maioria das vezes esta operação não traz nenhuma alteração para a ereção, embora os pacientes percam grande parte da ejaculação. A sensação do orgasmo permanece a mesma, mas o esperma praticamente não é ejaculado.

A história do Sr. Teodósio ilustra duas situações bastante comuns e importantes; a função sexual existe na terceira idade e ela é vista com muito preconceito pela sociedade, inclusive pelas pessoas mais velhas. Um casal septuagenário ter relações sexuais poderia ser visto como uma coisa feia ou suja pelo próprio médico, como temia o Sr. Teodósio.







Vários estudos epidemiológicos mostraram que cerca de 2/3 dos homens saudáveis e com parceiras mantinham atividade sexual regularmente após os 65 anos. O importante é manter-se saudável e ter uma parceria. Portanto a idade não é por si só um fator que impeça um casal de ter desejo e um desempenho sexual satisfatório, mas são as doenças, que afetam mais frequentemente as pessoas acima dos 50 anos, e os medicamentos utilizados, que podem interferir negativamente na função sexual. Por outro lado, a falta da parceira ou do parceiro dificulta sobremaneira o exercício da atividade sexual. Afinal, estamos na era dos vínculos rápidos e quase descartáveis, os novos relacionamentos podem ser “perigosos” e o preservativo pode “atrapalhar” na hora H. Estes mitos acabam por isolar ainda mais os que perderam os cônjuges.


Os mais novos já podem ir preparando-se para manter sua vida sexual mais longa e prazerosa, basta cuidar da saúde (não fumar, ter uma dieta saudável, fazer exercícios, etc) e tratar de ter um(a) parceiro(a) ativos sexualmente e que se mantenha saudável.

Por outro lado, é interessante ver como a nossa sociedade porta-se em relação à sexualidade dos mais velhos. Nas novelas, filmes raramente se veem um casal de sexagenários namorando. Quando o fazem dão no máximo um “selinho”. Situação bastante condizente com nossos pais e avós. Se um homem mais velho namora uma mulher mais nova ele é um “sem-vergonha”, o oposto então, é impublicável. É difícil imaginar nossos avôs e avós tendo uma relação sexual. Mas queiramos ou não, se eles forem saudáveis, muito provavelmente eles têm.

Há cerca de dez anos assisti uma palestra de um psiquiatra americano e ele contou que um asilo para idosos na região norte dos Estados Unidos mantinha os pacientes separados, em dois prédios, de acordo com o gênero. Um dia o prédio dos homens pegou fogo e rearranjaram os homens no outro prédio. Passados alguns dias homens e mulheres começaram a se encontrar e surgiram “casais”. Enquanto prosseguia a reforma do pavilhão masculino os médicos perceberam que as internações hospitalares diminuíram 40%. Maravilhados chamaram os familiares e comunicaram o acontecido. E....... os filhos e familiares acharam aquilo tudo “uma pouca vergonha”, “onde já se viu minha avó namorando!”. A reação foi tão negativa que os médicos não tiveram alternativa e separaram os pacientes novamente. Passados três meses o índice de internações voltou ao patamar antigo.

Esta outra história mostra que a sexualidade não desaparece com a idade, ela pode transformar-se e adotar novos padrões. Sexo é saúde e faz parte do nosso instinto, nós só precisamos compreender melhor isto.

Conheça o Instituto H. Ellis

Quem somos

O Instituto H. Ellis foi fundado em 1984 pelo Dr. Sidney Glina com o objetivo de tratar problemas sexuais, inicialmente focado na disfunção erétil masculina. Desde o início, a abordagem do instituto era holística, levando em consideração os aspectos emocionais que representavam cerca de 70% dos casos. Com o tempo, o H. Ellis expandiu suas especialidades para incluir urologia geral, ginecologia e reprodução, mantendo sempre seu forte compromisso com a disfunção sexual.

O diferencial do instituto é seu atendimento integral e personalizado, onde o foco está nas necessidades do paciente, e não no lucro do médico. A clínica prioriza a avaliação psicológica e orgânica, buscando entender profundamente as reais necessidades de cada paciente, muitas vezes antes mesmo de que eles as identifiquem.

A marca H. Ellis é reconhecida por sua tradição e pela formação de profissionais na área da saúde, com muitos pacientes retornando anos depois, demonstrando confiança e fidelidade. O legado do instituto é consolidado pelo impacto que teve na vida de seus pacientes, como o caso marcante de um paciente infértil que, após ser orientado a usar sêmen de doador, teve uma filha após oito anos.

Com planos de retomar os cursos de formação para médicos e psicólogos, o H. Ellis segue como referência no cuidado e na formação de profissionais de saúde, mantendo sua reputação de excelência, tanto no Brasil quanto internacionalmente.

Por que H. Ellis?

O nome H. Ellis foi inspirado em Havelock Ellis, um renomado antropólogo inglês e um dos pioneiros no estudo da sexualidade humana, cuja obra influenciou grandes pensadores como Freud. Na época da fundação do Instituto, o uso de termos como "medicina sexual" não era comum, e o nome H. Ellis se tornou uma escolha sonora e significativa. Ao longo de seus 40 anos de história, o Instituto expandiu suas especialidades, incorporando áreas como ginecologia, reprodução, urologia e medicina sexual, mantendo sempre o compromisso com o cuidado integral e inovador da saúde sexual e reprodutiva.

Atendimento

Cada paciente traz uma história única. Nosso compromisso é enxergar além dos sintomas, escutando com atenção e construindo planos terapêuticos individualizados.

Compromisso com a inclusão e diversidade

Somos referência no cuidado integral e inclusivo, acolhendo casais homoafetivos, pessoas trans e todas as famílias que nos procuram.

Nosso trabalho vai além da técnica: envolve respeito às singularidades e apoio em todas as etapas

Equipe multidisciplinar de excelência

Nosso corpo clínico reúne urologistas, ginecologistas, psicólogos e especialistas em reprodução humana, que atuam em conjunto para integrar saúde sexual, fertilidade e bem-estar. Essa visão colaborativa é o diferencial que sustenta nossa tradição há quatro décadas.

Pioneirismo e pesquisa

Desde sua fundação, o Instituto H. Ellis participa ativamente de pesquisas científicas nacionais e internacionais, com artigos, livros e colaborações que influenciam práticas médicas em todo o mundo. Esse compromisso com a ciência é parte essencial do nosso DNA.

Tecnologia de ponta

Aliamos tradição e inovação: utilizamos protocolos atualizados, técnicas minimamente invasivas, exames avançados e as mais modernas soluções em medicina sexual e reprodução assistida.

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Quando o homem deve ir ao urologista

Muitas vezes sou questionado sobre quando o homem deve começar a frequentar regularmente o urologista. As mulheres começam, ou pelo menos deveriam começar, a buscar o atendimento ginecológico após a puberdade ou quando iniciam sua vida sexual. Invariavelmente o ginecologista assume o papel de orientador quanto à anticoncepção e até de educador sexual. Este é um conceito bem estabelecido e bem aceito.


Quanto ao homem não há uma consciência generalizada de que é necessária uma visita médica periódica. Dificilmente os pais estimulam o adolescente a ir a algum médico, a menos que surja um sintoma específico. As empresas estimulam, e algumas obrigam, seus executivos a fazer avaliações preventivas, o famoso check-up; um razoável número de homens busca espontaneamente este tipo de avaliação, geralmente após os 40-50 anos, preocupados com sua condição cardiológica e, mais recentemente, com a detecção precoce do câncer de próstata.


Em um país onde muitos não conseguem chegar ao médico a não ser em condições de grande urgência é um pouco complicado falar em consultas preventivas. Mesmo muitas das empresas de convênio médico bloqueiam os “check-up”, embora em algumas circunstâncias a prevenção pode sair muito mais barato do que o tratamento de algumas doenças.


O adolescente, por exemplo, poderia se beneficiar bastante de uma consulta com o urologista; este pode representar o mesmo papel que o ginecologista representa, orientar sobre a sexualidade, métodos de anticoncepção e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Muitos meninos iniciam a vida sexual sem estas orientações. Por outro lado existem situações clínicas que poderiam ser identificadas e tratadas rapidamente antes que gerassem maiores consequências. A varicocele, por exemplo, ou varizes escrotais podem levar à infertilidade se não tratadas e o resultado é muito melhor quando operadas precocemente. Os tumores do testículo, que afetam principalmente jovens entre 15 e 30 anos, podem ser facilmente identificados em um simples exame feito pelo médico.


Tenho atendido muitos jovens que buscam a consulta para ter uma orientação, pois estão começando a vida sexual e sentem-se inseguros. As questões são as mais variadas e vão desde o tamanho do pênis até a possibilidade do uso dos remédios que facilitam ter ereção. Infelizmente ainda em muitas famílias é mais fácil consultar um médico do que conversar com o pai, a mãe ou até um irmão.


A prevenção é uma arma poderosa. Há cerca de 30 anos o câncer do rim era um tumor altamente maligno porque era muito difícil fazer o seu diagnóstico precocemente. A maioria dos pacientes só chegava ao urologista quando apareciam os sintomas e poucos podiam ser curados. Com o avanço dos métodos de imagem, principalmente da ultrassonografia que é um método barato e presente em quase todos os centros médicos, começou-se a diagnosticar tumores renais cada vez menores, pois este exame é muito realizado por outras razões e atualmente dificilmente se encontram pacientes com tumores em estágios avançados e o índice de cura é elevadíssimo.


Acredito que pelo menos uma vez o adolescente deve ir ao urologista e voltar periodicamente após os 45 anos. Embora este não seja um conceito universal, pode haver um grande benefício neste tipo de atitude.


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