Nossa História
Nossa História
A história do Instituto H Ellis começou em 1984. Foi talvez um dos primeiros centros de diagnóstico e tratamento das disfunções sexuais, inicialmente do homem, uma série de situações clínicas que afetam tantos homens e mulheres e que, embora não fatais, têm um impacto negativo bastante grande na qualidade de vida dos que sofrem com elas.
A história começou quando a disfunção erétil era chamada de impotência, uma especialidade meio marginal, “coisa de charlatães”, como se dizia na época.
Em 1980, eu era residente do 3º ano de Urologia no Hospital das Clínicas e meu maior desejo era ir para o exterior e especializar-me em Uropediatria. Em uma das reuniões da Clínica, às quintas-feiras, o Professor Gilberto Menezes de Góes, o tão querido Prof. Gilberto, apresentou um trabalho sobre impotência sexual em homens que haviam sido submetidos a dois transplantes renais. Ao final da discussão, ele pediu que o “residente do transplante” fizesse um levantamento do que acontecia com os pacientes transplantados no HC. E o “residente do transplante” era eu. Comecei a estudar a literatura e fiz um protocolo com a ajuda do Dr. Antonio Carlos Lima Pompeo para chamar todos os pacientes e entrevistá-los sobre a função sexual.
Neste momento, o meu amigo Pedro Puech-Leão, R-4 da Cirurgia Vascular, estava fazendo um trabalho estranhíssimo, medindo a pressão arterial no pênis de pacientes e residentes “voluntários”. Eu e o Pedro já nos conhecíamos desde o início da faculdade, quando nós namorávamos duas meninas que eram vizinhas e, em certo dia, ele teve que me emprestar dinheiro para comprar gasolina para o meu carro, que havia “morrido” na rua das nossas namoradas. Conversei com o Pedro sobre a impotência após transplante renal e comecei a aprender que o problema podia ter origem vascular e que ele estava desenvolvendo um teste que podia fazer este diagnóstico. Este, mais tarde, veio a ser conhecido no mundo todo como “índice pênis-braço pós-esforço”.
Este trabalho foi feito e publicado e, a partir daí, nasceu uma parceria fraterna e muito frutífera. O Pedro passou a fazer arteriografias para insuficiência vascular peniana e as revascularizações microcirúrgicas. Começamos a perceber que havia um campo novo e virgem. Naquela época, o único tratamento feito na Clínica Urológica, aliás, como em todo o mundo, era o implante de prótese, iniciado e mantido pelo Prof. Milton Borrelli. Consegui convencer o Dr. Borrelli de que podíamos avaliar melhor os pacientes com impotência e montamos o primeiro grupo multidisciplinar com este objetivo. Participavam o Dr. Borrelli, o Pedro, a Dra. Berenice Bilharinho Mendonça, endocrinologista, e eu. Logo percebemos que era fundamental ter um suporte psicológico para o diagnóstico e eventual tratamento de uma doença em que o emocional é fundamental. Assim, a psicóloga Eliane Golman fez a primeira versão do MMPI, teste psicométrico para avaliação de dados da personalidade, para o português e passou a aplicá-lo nos nossos pacientes. O grupo amadureceu e nós passamos a ter um dia de ambulatório específico para impotência sexual.
Mais tarde, a Eliane saiu para trabalhar na Faculdade Objetivo e passamos a contar com um psiquiatra que vinha de Londrina e que trazia na bagagem uma especialização em Nova York com a Dra. Helen Kaplan, o Dr. Moacir Costa, que passou a trabalhar como médico colaborador na Clínica Urológica.
Acabei a residência, a Uropediatria ficou para trás e, por indicação do meu eterno mentor, Antonio Marmo Lucon, fui para Cleveland fazer um “fellowship” em infertilidade. Afinal, infertilidade e impotência eram consideradas “meio parecidas”.
Na volta, o grupo continuava, os trabalhos começaram a aparecer, ficamos conhecidos, as aulas e palestras começaram. Afinal, pouca gente trabalhava séria e cientificamente na área.
Logo que voltei dos EUA, o Moacir propôs ao grupo que abríssemos um consultório privado juntos para fazermos o mesmo trabalho. O Dr. Borrelli e a Berenice, por motivos particulares, não quiseram ir em frente, mas apoiaram a ideia. O Pedro, o Moacir e eu discutimos muito, analisamos muito, com muito chope no Ponto Chic, e resolvemos ir em frente. A indecisão era porque muita gente achava mesmo que impotência “era para picareta”.
Eu e o Pedro temíamos que isso pudesse prejudicar nosso futuro acadêmico. Fui conversar com o Prof. Gilberto e ele só pediu que mantivéssemos a seriedade.
Neste momento, entrou em cena o quarto mosqueteiro: o Dr. José Mario Reis, cirurgião vascular, que também vinha de Londrina e era amigo do Moacir. Rapidamente, as coisas evoluíram e o Moacir e o Zé, para meu susto, alugaram uma casa na Rua Edgar Egídio de Souza, 486, próxima ao Estádio do Pacaembu, e, no dia 30 de junho de 1984, o Moacir atendeu o primeiro paciente no Instituto H. Ellis.
Aliás, o nome também foi motivo de controvérsia. Seria muito difícil que algum paciente entrasse em um Instituto de Tratamento de Impotência Sexual e, depois de alguma discussão, o Moacir sugeriu que homenageássemos o antropólogo inglês Havelock Ellis, um dos primeiros autores a escrever sobre sexualidade no século XIX e o primeiro a escrever que a masturbação não era pecado.
Nos primeiros anos do Instituto, os pacientes eram atendidos por todos e as condutas eram tomadas nas reuniões, com pizza, das quintas-feiras à noite. Isso foi religiosamente feito para os primeiros 1.500 pacientes.
Vieram inúmeros trabalhos publicados no Brasil e no exterior, duas monografias de mestrado, três teses de doutorado e uma de livre-docência, todas realizadas com ideias e casuística geradas no Instituto. O H Ellis se transformou também em um centro de pesquisa e ensino.
Nestes 40 anos, foram realizados muitos cursos de formação para profissionais da área da saúde e vários simpósios, assistidos por centenas de pessoas. Em março de 2024, realizamos o Simpósio H Ellis 40 anos, com cerca de 450 assistentes e palestrantes do H Ellis, de vários locais do Brasil e um internacional.
Ao longo do tempo, as pessoas mudaram, mas a filosofia inicial, que era atender os pacientes de maneira global, identificando a causa da disfunção e aplicando o tratamento adequado, perpetuou-se e vem sendo seguida até hoje.
Hoje, o H Ellis conta com o Dr. Sidney Glina, urologista e andrologista; a Dra. Cláudia Glina Rubin, ginecologista; a Dra. Thaís M. Souza Glina, ginecologista; a Dra. Flávia Ramos Glina, psicóloga; o Dr. Felipe Placco Araujo Glina, urologista e andrologista; e o Dr. Sidnei Di Sessa, psicólogo, reunindo diferentes áreas de atuação voltadas ao cuidado integral da saúde sexual.
Atendimento centrado na pessoa
Compromisso com inclusão e diversidade
Cada paciente traz uma história única. No Instituto H. Ellis, o cuidado vai além dos sintomas e diagnósticos isolados. Nosso compromisso é escutar com atenção, compreender o contexto de vida e construir planos terapêuticos individualizados, respeitando o tempo, as escolhas e as necessidades reais de cada pessoa.
O H. Ellis é referência no cuidado integral e inclusivo. Acolhemos casais homoafetivos, pessoas trans e todas as configurações familiares, oferecendo um espaço seguro, respeitoso e ético. Nosso trabalho vai além da técnica médica: envolve escuta, respeito às singularidades e apoio em todas as etapas do cuidado.
Equipe multidisciplinar de excelência
Pioneirismo, ciência e tecnologia
Desde sua fundação, o Instituto H. Ellis participa ativamente de pesquisas científicas nacionais e internacionais, com artigos, livros e colaborações que influenciam práticas médicas em todo o mundo. Aliamos tradição e inovação por meio de protocolos atualizados, técnicas minimamente invasivas, exames avançados e tecnologias de ponta em medicina sexual e reprodução assistida. Esse compromisso com a ciência faz parte do nosso DNA.
Nosso corpo clínico reúne urologistas, ginecologistas, psicólogos e especialistas em reprodução humana, que atuam de forma integrada para conectar saúde sexual, fertilidade e bem-estar. Essa visão colaborativa é um dos grandes diferenciais do Instituto e sustenta sua tradição há mais de quatro décadas.
Conheça nossa equipe
CRM-SP 31191 | RQE 1887 | Urologista
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| Urologista
CRM-SP 182624 | RQE 113098 | Urologista
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CRM-SP 129059 | Ginecologia e Reprodução Humana
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CRM-SP 216853 | RQE 135787 | Ginecologista e Reprodução Humana
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CRP 06/12687-7 | Psicóloga
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CRP 06/33781-7 | Psicólogo
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DR. FELIPE PLACCO ARAÚJO GLINA
CRM-SP 182624 | RQE 113098 | Urologista
Medicina Sexual, Infertilidade e Cirurgia Robótica.
Médico urologista com carreira construída em torno da saúde sexual masculina, infertilidade e cirurgia robótica. Formado pelo Centro Universitário Lusíada, com residências em Cirurgia Geral e Urologia, e formação complementar no Hospital Albert Einstein e na Faculdade de Medicina do ABC.
Acumulou experiência internacional em centros de excelência, como a University of Southern California, Tulane University e Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, aprimorando-se em uro-oncologia, medicina sexual e onco-sexualidade.
Autor de dezenas de publicações científicas e presença ativa em congressos internacionais, alia pesquisa, tecnologia e cuidado humanizado em uma prática médica guiada pela inovação e pela excelência.